“O sucesso nasce do querer, da determinação e persistência em se chegar a um objetivo. Mesmo não atingindo o alvo, quem busca vencer obstáculos, no mínimo fará coisas admiráveis.”

José de Alencar

Caro leitor, neste artigo, continuaremos estudando as dúvidas de língua portuguesa mais frequentes. Vamos começar?

“Mau-caráter”, “mau caráter”, “mal-caráter” ou “mal caráter”?

Depende do contexto. Aquela pessoa que não é confiável, que é capaz de atos traiçoeiros, é mau-caráter, com hífen.

Pensei que ele estava recuperado, mas continua o mesmo mau-caráter de sempre.

Já a forma mau caráter, sem hífen, consiste no uso do “mau” como um simples adjetivo.

O dono daquela loja é uma pessoa de mau caráter.

É importante não confundirmos “mal” (que é o contrário de bem) com o adjetivo “mau” (que é o contrário de bom).

Uma forma fácil de identificar qual deve ser usado é fazer a substituição pelo seu antônimo, para verificar qual se encaixa melhor na frase. Assim, percebemos facilmente que o contrário de mau-caráter é “bom-caráter” e não “bem-caráter”.

O plural de mau-caráter é maus-caracteres.

“Semiconsciente” ou “semi-consciente”?

O falso prefixo semi-, após a reforma ortográfica, passou a ser separado do segundo elemento por hífen somente nos casos em que este inicia por “i” ou “h”. Portanto, o correto é semiconsciente, sem hífen.

Semiconsciente é alguém que está parcialmente consciente.

“À frente” tem crase, mas “frente a frente” não

Na expressão “à frente”, a crase ocorre, já que se trata de locução (adverbial ou prepositiva) feminina.

Estou à frente dos negócios da minha família.

O atleta brasileiro chegou à frente dos demais.

“A quiche” ou “o quiche”?

A palavra quiche, de origem francesa, no Brasil é considerada um substantivo de dois gêneros. Assim, podemos dizer “a quiche”, “o quiche”, “uma quiche” ou “um quiche”.

É o mesmo caso de “omelete”. Desde o surgimento desses neologismos, a maioria das pessoas usava a forma masculina: “um quiche” e “um omelete”.

Assim, o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) da Academia Brasileira de Letras, além dos principais dicionários, passaram a trazer “quiche” (e “omelete”, entre outros) como substantivo de dois gêneros.

“Acerca de”, “A cerca de” ou “Há cerca de”?

1 – “Acerca de” é uma locução prepositiva e equivale a “sobre”, “a respeito de”.

Estávamos conversando acerca de educação.

2 – “A cerca de” indica aproximação.

Minha família mora a cerca de 2 Km daqui.

3 – “Há cerca de” indica tempo decorrido.

Compraram aquela casa há cerca de três anos.

“Afro-brasileiro” ou “Afrobrasileiro”?

Elementos como afro-, anglo-, euro-, franco-, indo-, luso-, quando compõem adjetivos pátrios (também chamados de gentílicos), apresentam hífen.

Afro-americano, afro-brasileiro, anglo-saxão, franco-canadense, etc.

Se, no entanto, esses elementos não estiverem somando duas identidades para a formação de adjetivos pátrios, não haverá o uso do hífen.

Afrodescendente, anglofalante, etc.

Até o próximo bate-papo!

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