“Determinação, coragem e autoconfiança são fatores decisivos para o sucesso. Se estamos possuídos por uma inabalável determinação, conseguiremos superá-los. Independentemente das circunstâncias, devemos ser sempre humildes, recatados e despidos de orgulho.”.

Dalai Lama

Caro leitor,

A condição básica para o uso escrito da língua, que é a apropriação do sistema alfabético, envolve aprendizados muito específicos relativos aos componentes do sistema fonológico da língua e as inter-relações como a pontuação.

O sistema de pontuação na fala e na escrita permanece o mesmo independentemente do gênero textual e da esfera social em que ele se apresenta.

Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem para compor a coesão e a coerência textual, além de ressaltar especificidades semânticas e pragmáticas. São recursos típicos da língua escrita, porque esta dispõe do ritmo e da melodia da língua falada.

A maioria dos sinais que conhecemos hoje apareceu entre os séculos XIV e XVII. O surgimento da imprensa foi o principal responsável pela evolução e popularização da pontuação. Com ela, as marcações deixaram de ser dirigidas a quem escreve e se voltaram a quem lê, destinando-se a facilitar a compreensão do texto.

Os sinais de pontuação foram criados e desenvolvidos na língua portuguesa para que pudessem dar sentido às frases, definir a entoação da leitura, destacar palavras, expressões e orações, fazendo com que a frase, na qual estão inseridos, não seja ambígua.

A pontuação constitui parte integrante da fonologia, que é um ramo específico da Linguística e estuda a categorização de sons em línguas específicas e os aspectos relacionados com a percepção. Assim, os sinais de pontuação, desde o início tem a função de, ainda, dar o aspecto sonoro, no sentido de assinalar pausas e a inflexão da voz do leitor às frases.

SINAIS DE PONTUAÇÃO COMO CONSTITUTIVOS DE SENTIDO.

Quando se escreve um texto, o autor deve escrever de maneira clara e concisa, porque o leitor pode entender algo completamente oposto, para isso os sinais de pontuação devem ser empregados corretamente, pois temos regras e devemos segui-las, mas muitas vezes o escritor quer trabalhar a imaginação e construção de significados, para isso, utiliza textos sem pontuação ou com os mesmos empregados em contextos determinados para que surtam o efeito desejado.

Os sinais de pontuação podem ser classificados em dois grupos: o primeiro grupo compreende os sinais que, fundamentalmente, se destinam a marcação as pausas:

  1. a) a virgula(,)
  2. b) o ponto (.)
  3. c) o ponto e vírgula (;)

O segundo grupo abarca os sinais cuja função essência é marcar a melodia, a entoação:

  1. a) os dois pontos (:)
  2. b) o ponto de interrogação (?)
  3. c) o ponto de exclamação (!)
  4. d) as reticências (…)
  5. e) as aspas (” “)
  6. f) os parênteses (( ))
  7. g) os colchetes ([ ])
  8. h) o travessão ( — )

Quanto à entoação de uma frase, em um determinado texto, a pontuação é utilizada como um recurso para se demonstrar, por exemplo, a diferença entre uma afirmação e uma pergunta, entre uma ordem e um susto. Já com relação à pausa, ela é representada na escrita pela virgula, serve para dar um instante na cadeia da fala. Tanto a entoação quanto a pausa dependem de todo um contexto. O leitor poderá utilizar o recurso da pausa, como uma interrupção do discurso oral, porém não poderá desconsiderá-las em sua leitura se os sinais de pontuação que as exprimem estiverem como parte integrante da frase.

“Um texto bem pontuado há de ser, é claro, aquele em que a pontuação constitui uma pista segura para a apreensão do sentido pretendido por seu autor”. Ou seja, um texto em que a pontuação é correta faz com que o leitor chegue muito mais próximo das intenções pretendidas pelo autor em sua obra, além de fazer com que o mesmo soe melhor também aos ouvidos de quem o ouve.

SINAIS DE PONTUAÇÃO E SEU EMPREGO

Tem-se, então, a concepção da pontuação e sua funcionalidade de sentido textual, mas, além disso, é preciso conhecer os sinais de pontuação e seu emprego em um texto:

1) Virgula – é empregada: “na separação de orações ou termos coordenados sem a utilização de conectivo (coordenação assindética); aposição explicativa ou circunstancial em geral; separação do vocativo; separação de adjunto adverbial anteposto; antecipação (topicalização) de um termo que será retomado por pronome; uso de palavras e locuções que expressam conexões discursivas em geral; elipse do verbo em estruturas de coordenação; separação de oração coordenada que não seja aditiva; acréscimo de oração justaposta para o registro de algum ato de fala; emprego de coordenações por processo correlativo em geral; separação de orações reduzidas que não sejam constituintes imediatos de um termo da oração principal”;

2) Ponto e Virgula – é empregado: “para separar partes coordenadas de um período quando pelo menos uma delas apresenta divisão interna indicada por vírgula; para separar orações coordenadas que tenham certa extensão em um período longo cujas partes constituem um todo significativo”;

3) Dois Pontos – “marcam uma suspensão do discurso a que se segue: a reprodução, como discurso direto, da fala de alguém; a especificação, comprovação ou detalhamento de uma informação; a transcrição de discurso alheio, como citação; uma informação ou comentário a título de conclusão ou justificativa”;

4) Ponto – “assinala normalmente o fim de uma sequência declarativa de sentido completo sob a forma de período sintático”;

5) Reticências – “assinalam interrupções e hesitações em geral”;

6) Travessão – tem os seguintes empregos: “indica a fala do personagem em discurso direto; indica o ato de fala do narrador; serve para delimitar um adendo, um comentário, uma ponderação que se intercala no discurso”;

7) Parênteses – é empregado: “na indicação de uma fonte bibliográfica; nas indicações cênicas; para esclarecer algo ou para informar o significado de alguma palavra ou expressão; empregam-se, ainda, como alternativa ao travessão, quando o enunciador insere no discurso um comentário, uma ressalva, uma ponderação”;

8) Aspas – “tem a função de delimitar: trechos que estejam sendo citados textualmente; a fala de algum personagem; expressões que o enunciador, embora incorporando-as ao seu discurso, queira caracterizar como de autoria alheia; expressão que o enunciador decida destacar por alguma outra razão discursiva”;

9) Ponto de Interrogação – “indica uma pausa com entonação ascendente para expressar uma interrogação direta”;

10) Ponto de Exclamação – “marca a entonação variável para um variado espectro de sentimentos – tristeza, surpresa, espanto, alegria, entusiasmo, súplica, decepção, dor, etc. – que só podem ser reconstituídos graças ao contexto”.

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Tentar não significa conseguir.

Mas quem, conseguiu, com certeza tentou. E muito!

Até o próximo bate-papo!

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